Principais tipos de roubo de dados
Conhecer as técnicas utilizadas por criminosos é o primeiro passo para se proteger. Veja os principais tipos de roubo de dados:
- Phishing: O criminoso envia mensagens falsas (e-mail, SMS ou redes sociais) que parecem vir de fontes confiáveis, induzindo a vítima a fornecer dados sensíveis ou clicar em links maliciosos. O phishing é uma das formas mais comuns de roubo de credenciais.
- Malware: Programas maliciosos como keyloggers, trojans e ransomware podem ser instalados no dispositivo da vítima para capturar senhas, arquivos e outras informações. O malware pode se espalhar por downloads suspeitos, anexos de e-mail ou sites comprometidos.
- Engenharia social: Técnica que explora a confiança humana para obter informações. O atacante se passa por um colega, suporte técnico ou autoridade para convencer a vítima a revelar dados ou realizar ações que comprometem a segurança.
- Ataques a bancos de dados (SQL Injection, etc.): Vulnerabilidades em aplicações web permitem que invasores executem comandos maliciosos no banco de dados, extraindo informações de clientes, funcionários e sistemas.
- Interceptação de rede (Man-in-the-Middle): O criminoso intercepta a comunicação entre o usuário e um serviço online, capturando dados como senhas e números de cartão transmitidos sem criptografia adequada.
Como se proteger contra roubo de dados
Adotar boas práticas de segurança reduz significativamente o risco de ter seus dados roubados. Confira algumas recomendações:
- Use senhas fortes e únicas para cada serviço, preferencialmente gerenciadas por um cofre de senhas.
- Ative a autenticação de dois fatores (2FA) sempre que possível, adicionando uma camada extra de proteção.
- Mantenha seus dispositivos e aplicativos atualizados, pois as atualizações corrigem vulnerabilidades conhecidas.
- Desconfie de mensagens e ofertas suspeitas; não clique em links nem baixe anexos de remetentes desconhecidos.
- Utilize conexões seguras (HTTPS) e evite redes Wi-Fi públicas para transações sensíveis.
- Faça backups regulares dos seus dados importantes para minimizar danos em caso de ataque de ransomware.
Legislação no Brasil: LGPD
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD – Lei nº 13.709/2018) estabelece regras para coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais no Brasil. A lei se aplica a qualquer organização que trate dados de pessoas físicas no país, independentemente de seu porte ou setor.
Entre os principais direitos dos titulares estão o acesso aos dados, a correção de informações incorretas, a exclusão de dados desnecessários e a revogação do consentimento. As empresas que violarem a LGPD estão sujeitas a multas que podem chegar a 2% do faturamento, limitadas a R$ 50 milhões por infração.
A LGPD também exige que as organizações adotem medidas de segurança técnicas e administrativas para proteger os dados pessoais contra acessos não autorizados e vazamentos. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) é o órgão responsável por fiscalizar e aplicar as sanções.
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